17/10/2006

poesia abstrata

foto e texto por Luiz Bernardo Barreto / Jornalista


A representatividade inexistente

Entre poetas mortos e heróis inexistentes
Entre o mar aberto e um céu desprovido de luz
Entre o nascer do sol e o sono da lua
Entre um passo à frente e uma caminhada sem destino
Onde se encontra a verdade dos fatos !?

Com os olhos bem abertos nada se via
Com um pensamento compenetrado tudo se articulava
Com uma idéia na cabeça algo se constrói
Com a essência de um sentimento a confiança se estabelece
Quem conhece o fato verdadeiro !?


Não adianta olhar, e sim pensar
Não adianta acreditar, e sim fazer crer
Não adianta especular, e sim construir
Não adianta só ter sentimento, e sim fazer sentir
Quem conhece a real veracidade de um fato irreal !?
Onde se encontra algo que nunca existiu !?

18/05/2005
Sem nada cabeça e com muita vontade de escrever
artigo

Ordem e Desordem. Um relacionamento bagunçado, bagunceiro e bem fundamentado.

foto e texto por Luiz Bernardo Barreto / Jornalista

Sabe aqueles dias que tu chega no teu limite, percebe o quanto é acomodado e sem condições de organizar qualquer coisa que seja. É aí que agente se toca de como somos bagunçados (não necessariamente bagunceiro), de o quanto que nós não alinhamos nossas vidas com boa dose de simetria, e um “tantinho” de organização. Percebemos que o limite chegou, e junto a ele, a paciência.

De cara agente fica puto, louco de raiva, indignado consigo mesmo. Depois, nós paramos.., simples assim, como quem estivesse surpreso com si mesmo. Puta ironia, agente vê o que não esperava sentir! E no final percebe-se que a reflexão conduz ao primeiro passo à uma “libertação da escravidão mental” .

Exageros a parti, verdade seja dita! Quem conviveria conosco se, as vezes, não conseguimos conviver com nós mesmos. É foda ter que admitir isso, mas é mais foda saber que existe o problema e deixar ele crescer mais ainda, impondo seu limite que não tem limite, fazendo a sua própria regra, que por sinal, é nunca ter regra. Quando percebemos que o quê nos faz ser bagunçados é uma “leve tendência” a ser bagunceiro, é que se ligamos que o “mal” vem de dentro. Ô peso leve pra ser tão pesado!

Mas aí, agente já parou para refletir, discutir consigo mesmo a origem, finalidade, destino e conseqüência.., pior de todas, que amargura e faz crescer. A origem se revela na preguiça, de pensar e de agir. A finalidade anuncia um caminho sem destino, onde acumula-se uma porrada de obstáculos. O destino é um só; ficar só. Enquanto a conseqüência.., essa pode vir de várias formas...

...ela vem de mansinho, como quem não quer nada, esperando pra dar o bote. O bote é certeiro, e faz perceber que o acúmulo da bagunça te tira tempo, disposição, reflexão e conforto. Sem falar na beleza física do ambiente. Ambiente esse que pode ser você, suas coisas, seus pensamentos, atitudes e manias. O relaxamento é o grande nome pra resumir tudo isso. A falta de planejamento é uma das ferramentas que te tira um resultado final mais fácil e inteligente. E lembremos aqui; o conceito de bagunça aqui citado também se remete à pessoas desorganizadas.

Entre outras formas que fazem derivar a conseqüência da preguiça, existe o descompromisso. Pra que se comprometer com algo que achamos que não é de nosso compromisso? Ou até que seja, mas que agente não tenha vontade de se comprometer. He.., pois é nesse “achismo” que nós pecamos. É nele que agente deveria se concentrar para acertar, e é dele que nós temos que tirar proveito quando vier. Negando-o e procurando ser organizado e instantâneo.

Afinal de contas, rapidez e agilidade nessa sociedade em que vivemos, são fatores importantes. A preguiça move o mundo, pois se não fosse, para quê vidro elétrico nos carros, controles de televisão, de ar-condicionado, de portão de garagem e mais um bocado de engenhoca, que existe por aí para facilitar nossas vidas? Ou seja(mais uma vez), até a rapidez e a agilidade já foram “patenteadas”. O mundo capitalista assumiu essa destreza e tecnologia. E é aí quando os “bagunceiros” picham o muro, e os “bagunçados” até conseguem fazer arte.

A tendência que existe de um artista fazer um desenho simples e territorialista na rua, pode partir do princípio da não organização do seu dom, talento, trabalho, força de vontade e espírito. É aí onde se constrói a desorganização e a falta de planejamento, fazendo agente andar em círculos e sem destino, pois o destino é não ter rumo, e continuar sempre na mesma direção, na mesma situação.
Mas o melhor remédio para essa praga da desordem, é você organizar a sua própria desordem, fazendo com que ela seja apenas momentânea e não tenha nocividade no seu dia-a-dia, pois sabe-se, ou pelo menos tenta-se ter a consciência, que dar para negá-la. Que isso não seja um obstáculo que te tire tempo, agilidade e inspiração. É como registrou o grande músico Chico Science; é organizando que se desorganiza, e é desorganizando que se organiza. Agora, tá mais do que explicado, tá fundamentado. Que a desordem pessoal não reflita em uma trajetória profissional e de necessidade. E que a organização e a própria desorganização aconteça em prol da produção.

28/09/2006

texto informativo
Luiz Bernardo Barreto / jornalista
A forma que informa a nossa formação “desinformada”

A relação da política de comunicação mundial com o sistema Brasileiro de mídia

...E nessa globalização contemporânea, a convergência tecnológica no setor de comunicações se torna uma “concentração de propriedades”, provocando a consolidação e a emergência de um reduzido número de mega-empresas mundiais. E a aprovação do Telecommunications Act americano, a lei das comunicações Norte-Americana, em fevereiro de 1996, se transformou em um “mar de aquisições”, fusões e joint ventures que envolve estados nacionais, bancos, grandes empreiteiras e empresas transnacionais privadas, estatais e mistas.

He... e esse processo de oligopolização e emergência de novos e poderosos global players no cenário econômico e político mundial faz com que aconteça uma ação coordenada de várias empresas no mesmo grupo, tornando-se uma espécie de “ação inevitável”, sendo mais eficiente do que a de empresas isoladas. As conseqüências desse novo padrão internacional? Ha... muito simples. Fusão de diferentes políticas públicas de comunicação, presença de conglomerados empresariais, os global players, e organismos internacionais como a UIT (União Internacional de Telecomunicações), a OMC (Organização Mundial do Comércio), e outros mais, agindo como “poderosos atores” na formulação dessa política de comunicação.

Pois é... e o Brasil não foge a regra. Aqui nós temos a Lei do Cabo, que permite a participação estrangeira em até 49% do capital das concessionárias. Temos também a Lei Mínima, que permitiu a entrada de capital estrangeiro nas áreas de telefonia celular e de telecomunicações. E já não bastasse, também temos a Lei Geral de Telecomunicações, que autoriza o poder executivo a estabelecer quaisquer limites a participação estrangeira no capital de prestadoras de serviços de telecomunicações. E assim se forma o nosso sistema de mídia brasileiro. A respeito da emergência de novos global players e do padrão universal de concentração da propriedade, sobrevivem no Brasil a velha estrutura familiar, o renovado vínculo com as elites políticas locais e/ou regionais, e a crescente presença das igrejas no setor de comunicações.

Não há dúvidas sobre a crescente relação existente entre informação e conhecimento, e o papel-chave que esse último desempenha como fator de poder nas sociedades contemporâneas. Tanto é verdade que o controle da informação (armazenamento, disponibilidade e acesso) é uma questão estratégica tanto para empresas como para Estados- Nações. Também sabemos do poder de longo prazo da mídia na construção da realidade por meio da representação que se faz nos diferentes aspectos da vida humana.

Por isso não podemos reduzir a importância das comunicações apenas a transmissões de informação, como muitas vezes se faz. Elas não são canais neutros. E sim, “construtoras de significados”.

27/09/2006

opinião
A base televisiva como suporte ao vídeo educativo

Luiz Bernardo Barreto / jornalista

O perfume da fama, a beleza de uma imagem, a alegria do entretenimento, a presença da persuasão. Que o intencional navega em seu olhar e faça os elementos sensoriais caminharem rumo à sua lógica. Daí, seu “eu” torna-se virtual, numa pequena-grande escala de tempo e com vários processos de funcionalidade comunicacional. Então você se insere numa caixinha mágica e cheia de cores, cujo nome tem porte e atração.., pois seu nome é Televisão.

Afinal de contas, quem não assiste a essa ferramenta? É como se perguntar se há político que não se deixa corromper. Está em todos os lugares, literalmente, roubando atenções e produzindo estereótipos. Dando lugar a quem tem, espaço a quem precisa (quando julga precisar), e poder para quem a detêm. A diversão é praxe, quando o assunto é só entreter e não informar.

Dessa forma constói-se um molde capitalista, ausente de informação completa e de qualidade, presente de conteúdo intencional e descompromisso para com o receptor. Mas isso é o que se procura, pois seu ingrediente faz nascer um “bolo” de falta de conhecimento.

Mas para que esse bolo sem açúcar, sem forma e mal feito não chegue por completo ao nosso paladar, temos que suprir esse gosto com um tempero que enriquece e faz crescer. Essa receita é o vídeo! Eu poderia dizer, facilmente, que também existem vídeos com padrões televisivos. Mas posso dizer também que, com certeza, existe esse mesmo em uma “vertente” mais inteligente e compromissada. Essa ferramenta é o vídeo educacional.

Um debate como modelo, especialistas como fonte de informação, reportagens assumidamente neutra e imparcial, planos gerais e fotografia natural.., elementos que se fazem características em um vídeo educacional, que tende a ser suporte de aula. Essa é a grande pauta dessa ferramenta. A congruência do entretenimento e o conhecimento, do compromisso com a informação, do respeito com o conteúdo, das novas ferramentas com a interação. Esses são os pilares do vídeo educativo.

Mas a esperança mora naqueles que assistem a TV para dominar sua linguagem, e a transformar e moldá-la em um vídeo de educação. Postando o interesse de um bom conteúdo e assumindo essa tecnologia na vontade de construir um novo conceito audiovisual.