16/07/2010

SONDA SOM 09/07/10 | Wado




Fotos e Vídeo por Luiz Bernardo Barreto

cULTURA
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produções






(participação de Zé Cafofinho)

21/06/2010

A Concepção de Denys Cuche na diferenciação teórica entre Cultura e Identidade Cultural

Texto por Luiz Bernardo Barreto


Em sua reflexão, Denys Cuche tenta destrinchar o significado do que seria a chamada "moda" das identidades. Para o autor, as crises culturais são sinônimos de crise de identidade, que resultam, por exemplo, no enfraquecimento do modelo de Estado-Nação, da integração de cunho político e da globalização da prática econômica.

A sociedade multicultural nasce numa concepção de diferença ideológica, somente concebida a partir dos anos setenta, que faz nascer a individualização e a diversidade no ideário cultural do indivíduo, ou da sociedade. A noção de cultura é diferenciada da noção de identidade cultural. A cultura pode existir sem uma estrutura de identidade. Ou seja, ela depende, em maior parte, de um processo inconsciente. Já nascemos em determinada cultura. Nos é imposta por via natural. Já a identidade cultural nos vincula aos nossos anseios existenciais, onde a prática do conhecimento e da vida determina nossa estrutura identitária. A identidade cultural é um componente da identidade social, que se articula com a classe sexual do individuo, sua classe de idade, sua classe social. Enfim, seu sistema social.

Dessa forma então, segundo Cuche, entendemos que a identidade, antes de qualquer coisa, serve para que nos localizemos como individuo, e localizemos pessoas ou grupos simbólicos ao nosso padrão. Mas devemos apontar a afirmativa do autor, onde diz que a identidade social é inclusão e exclusão. Da mesma forma que ela atrai, ela segrega. Nessa concepção, a perspectiva que se tem, é que a identidade cultural se apresenta como uma modalidade categórica da distinção entre as práticas culturais, que se baseia, nada mais, que nas diferenças culturais.

"Em uma abordagem culturalista (...) o individuo é levado a interiorizar os modelos culturais que lhe são impostos, até o ponto de se identificar com seu grupo de origem". Na teoria primordialista, defende-se que a identidade etno-cultural é primordial porque a vinculação ao grupo é a primeira e a mais fundamental de todas as ligações da sociedade. O autor cita que para os objetivistas, determinado grupo só pode reivindicar sua autenticidade na construção de sua identidade cultural, se esse for dotado de língua e cultura própria, e fenótipo próprio. Porém, ele também cita a posição dos mais subjetivistas, que afirmam que encarar o fenômeno dessa forma, é como se parasse no tempo, sendo esse fenômeno algo estático, sem dinamismo, sempre central e, por imposição, global. Seria uma coletividade invariável e, por vezes, imutável.

Denys Cuche assegura que o mais viável é fazer uma abstração relacional do significado e conceito de cultura, uma vez que tomando partida do objetivismo, ou, por contrário, o subjetivismo cultural, cairíamos no impasse. O contexto da relação entre as teorias nos daria uma explicação sobre a afirmação ou não da identidade. "A construção da identidade se faz no interior de contextos sociais que determinam a posição dos agentes, e por isso mesmo orientam suas representações e suas escolhas". O autor vem por dizer que a identidade se constrói e se reconstrói de forma constante no interior de trocas sociais.

Dependendo da situação de relação, a auto-identidade pode ter maior ou menor legitimação diante da hetero-identidade. Como nem todos os grupos têm o poder de identificação, a identidade é o que está no cerne das batalhas sociais. Porém, o cientista deve explicar os processos de identificação sem julgá-los. Cabe dizer que o autor enaltece que a ideologia nacionalista é uma forma de exclusão das diferenças culturais, pois sua lógica se mostra radical e de purificação étnica.

Há uma flexibilidade na concepção de identidade em Estado-Nação mais novos, de forma que deixam espaço para a novidade e inovação social. Em tais casos, a fusão e cisão étnica comportam-se de uma forma a não fazer agir conflitos mais extremos. A maior identificação com a coletividade, vai nascer da necessidade de solidariedade, que virá em busca do reconhecimento social. O indivíduo que faz parte de mais de uma cultura, constrói sua própria identidade fabricando uma síntese inédita a partir desse novo olhar. Isso resulta num sincretismo cultural, não numa duplicidade, já que se adiciona mais uma concepção de determinada identidade, e não a substitui.

Quando a identidade se encaixa no padrão das lutas sociais de classificação perante determinado grupo de indivíduos, buscando a auto-afirmação, entra em voga o conceito de "estratégia de identidade", sendo esta vista como um meio para garantir e atingir um objetivo. Dessa forma, o conceito de identidade passa do absolutismo para o relativismo, ou seja, ela se comporta de acordo com a demanda de seu objetivo. Isso porque ela busca a reprodução ou reviravolta das relações de dominação que a circunda. Os atores sociais que dão a direção de sua própria imagem identitária, com o objetivo de usá-la de tal forma para atingir seu objetivo. Mas essa estratégia não é sinônima de liberdade total na escolha do seu padrão identitário, pois tais estratégias "levam em conta a situação social, a relação de força entre os grupos, as manobras dos outros etc".

De forma emblemática ou estigmatizada, a identidade pode servir de instrumento nas relações entre os grupos sociais. É a vontade, simples sentimento humano, que é determinante na separação, na "fronteira", de se diferenciar e de se fazer uso de traços culturais, como apontadores em uma identidade específica. Denys Cuche foi feliz em seus argumentos quando citou a análise de Barth, onde explicita que "a identidade etno-cultural usa a cultura, mas raramente toda a cultura". Isso nos faz pensar que, podemos sim nos introduzir em culturas diferentes e estranhas à nossa, porém nunca deixaremos nossa cultura, aquela arraigada de nossos costumes e crenças, ser atropelada por uma cultura vivenciada em instantes.

15/06/2010

II ANIMAGE - Festival de cinema de animação de Pernambuco - 2010

Fotos e vídeo por Luiz Bernardo Barreto

Realização rEc bEat produções artísticas

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a serviço da VOX assessoria de comunicação





10/06/2010

Julian Marley em Pernambuco

Recife Reggae Festival - Centro de Convenções de Pernambuco
Olinda, 28/05/10

Câmera e Edição por Luiz Bernardo Barreto

Agradecimentos à VOX Assessoria de Comunicação

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25/05/2010

DOCUMENTÁRIO: Afoxé - Relatos da Resistência Jovem em Pernambuco

Produção por Luiz Bernardo Barreto

Vídeo Etnográfico produzido na UFRPE (Universidade Federal Rural de Pernambuco)

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Marcelo D2 na Feira Música Brasil

Câmera e Edição por Luiz Bernardo Barreto

Show filmado em Recife-PE / Marco Zero / 2009

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Cidadão Instigado na Feira Música Brasil

Câmera e Edição por Luiz Bernardo Barreto

Show filmado em Recife-PE / Marco Zero / 2009

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20/05/2010

Geraldo Maia na Casa de Seu Jorge

Casa de Seu Jorge - Bistrô da Música

Câmera e Edição por Luiz Bernardo Barreto

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16/05/2010

Alessandra Leão na Casa de Seu Jorge

Show de Alessandra Leão, com Caçapa e Hugo Vianna.

Casa de Seu Jorge Bistrô da Música

Câmera e Edição por Luiz Bernardo Barreto

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20/04/2010

Cobertura em vídeo do Abril Pro Rock 2010 - Oi FM Recife 97,1

Câmera e Edição: Luiz Bernardo Barreto
Reportagem: Júlio Reis
Pauta e Produção: Lívia Neves

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31/03/2010

Mercado da Música - cobertura Oi FM 97,1

Câmera e Edição por
Luiz Bernardo Barreto

Mercado Eufráfio Barbosa, Olinda-PE, 26/03/10

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30/03/2010

Sepultura - Feira Música Brasil

Câmera e Edição por
Luiz Bernardo Barreto

Gravado no Marco Zero, Recife-PE, 10/12/09

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26/03/2010

Nação Zumbi na Feira Música Brasil - Gravação do segundo DVD Da Banda em 09/12/09

Marco Zero, Recife-PE
Câmera e Edição por Luiz Bernardo Barreto

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15/03/2010

Groundation no Clube Português / Recife-PE 12/03/10

Câmera e Edição por Luiz Bernardo Barreto

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7º Convenção Internacional de Tatuagem em Recife

Armazém 12, Recife-PE 15/05/09
Entrevista com Negardo(tatuador e realizador do Evento) e Luis de Assis(integrante da Banda Vibrações)
Câmera e Edição por Luiz Bernardo Barreto

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Banda Vibrações na 7º Convenção Internacional de Tatuagem em Recife-PE

Evento Realizado de 15 a 17 de Maio/2009. Local: Armazém 12, Recife-PE.
Câmera e Edição por Luiz Bernardo Barreto

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17/12/2009

Forró de Cana na UFRPE











O Ver como apreensão, e o Olhar como aprendizagem na antropologia moderna

Texto por Luiz Bernardo Barreto

A concepção etnográfica na antropologia não se limita só ao ver, ao perceber, ao tentar enxergar. Ela vai além das percepções do primeiro plano, buscando não só uma descrição, mas também um entendimento e absorção dos objetos de estudo pesquisados. O papel do antropólogo, então, não se prende ao descobrir, mas abrange seu leque ao conhecer, ao se envolver, de forma mais imparcial possível, com o que se pesquisa.

O que nos parece particular, como a forma da linguagem, por exemplo, é de âmbito natural para aqueles que convivem entre nós... Porém, uma linguagem diferente nos soa estranho quando a desconhecemos. O pensamento é de fato cultural, mas suas atividades e práticas vão de encontro, ou desencontro, com determinados povos e regiões. “A experiência da alteridade obriga-nos a ver o que nem sequer poderíamos imaginar, a dificuldade em fixar nossa atenção naquilo que nos é habitual é tanta que acabamos por considerar que isso é assim mesmo” (Laplantine, François).

O ato de ver está estreitamente ligado ao de prever, e o conhecimento não vai além de um conhecimento do que já sabíamos. “Ver é desejar encontrar o que esperamos e não o que ignoramos ou tememos” (Laplantine, François). A distância das diferentes sociedades que por ai existem, nos permite conhecer e perceber aquilo que em nossa constituição social permanecia despercebido, desconhecido, inexplorado. O ver significa o que está na frente. É o ato de receber imagens. Essa característica não se limita ao “realmente ver”, e sim crer, em especial na possibilidade de eliminar a temporalidade.

Quando nos damos conta que nosso comportamento não tem nada de natural, percebemos o quanto mais complexo se torna uma abstração antropológica. Daí percebemos que o ver se limita ao conhecer visualmente, e o olhar a descobrir, destrinchar, passar a conhecer a fundo. “O conhecimento antropológico de nossa cultura passa obrigatoriamente pelo conhecimento das outras culturas e conduz-nos especialmente a reconhecer que somos uma cultura possível entre tantas outras, mas não a única” (Laplantine, François).

Já o olhar vai à procura das significações das variantes, das inúmeras possibilidades, da imensa quantidade de significados e significações. Nele, tem-se a capacidade de olhar bem e olhar tudo, distinguindo e discernindo o que se encontra mobilizado. Dessa forma, tal prática de exercício supõe aprendizagem, abstração, conhecimento (por vezes) material do objeto. “O trabalho etnográfico supõe um olhar que não deve ser nem tenso nem desenvolto. Donde a necessidade se volta a dar lugar também a uma atitude de deriva em ficar desatento, a se deixar abordar pelo inesperado e pelo imprevisto” (Laplantine, François).

Uma escolha consciente corresponde com a experiência de maior contato com o objeto pesquisado. Não que seja sempre de praxe a “hiperligação” com sua fonte de estudo, pois sabe-se que assim, nos somos tentados a cair no mal do partidarismo, falta da neutralidade e parcialidade. Porém o contato, não só visual, mas também material, humano, e por vezes, sem exagero (sentimental), é prática de campo que tem que ser levada a cabo com o antropólogo.

Como novos pesquisadores que somos não podemos nos iludir com o contato da fonte, do objeto de pesquisa, achar que são familiares o bastante pra estreitar o contato de forma pessoal. Porém, por outro lado, não podemos nos afastar e nos colocar em situação de melhor posição de classe, intelectualidade e abstração de um universo cultural mais amplo. É importante que nos tornemos um deles (do objeto a ser pesquisado), mas saibamos, primeiramente, o nosso lugar no campo, na prática da observação, do ver e olhar. Sendo assim, poderíamos dosar a nossa influência, tanto abstraída, como emitida, naquele que é digno de nossa pesquisa.

Como podemos perceber, essa ótica de François Laplantine disserta que o ato de ver é incompleto para uma maior abstração do elemento contido na fotografia. Sabendo que para se entender o processo cognitivo contido numa imagem, é preciso um esforço maior perante sua complexidade de significados, o autor lança a concepção do olhar, que, esse, tem por incumbência procurar e analisar detalhadamente. Destrinchar seu significado diante suas variantes.

A mudança, provinda da base, é a nova perspectiva socialista do século XXI

Texto por Luiz Bernardo Barreto

Aqui estamos! Aqui vamos nós... Todos nós! O mundo mudou, a história mudou, mas continua do mesmo jeito... Imposição, catequização, condicionamento, e um mundo de concreto. Perspectiva prevista, estruturada pela concepção capitalista que corrói e inflama, escraviza e escraviza. Criaram “abutres” com fome de riqueza, homens desalmados que destroem tudo que é natural, por conta de um ideal, o lucro.

Essa classe, que tenta comprar tudo no campo da matéria, visa nos deixar inconscientes, vulneráveis, se tornando preza fácil, numa ideologia de massa composta por propaganda, comercio, venda. Essa é a perspectiva capitalista, que por si só está se auto destruindo. Se por um lado não tem mais pra por onde está sobrando, por outro está faltando o mínimo que se necessita! E pra trazer o que se necessita, precisa-se de uma nova perspectiva, uma nova concepção.

Paralelamente a todo esse ideário capitalista, se desenvolveu, numa “menor” escala, e de forma “menos” acelerada, a concepção de igualdade, de união, de sociabilidade... E isso não é utopia! Se deu certo ou não como forma de governo, é uma questão estrutural, histórica e de imposição. A perspectiva do Socialismo no século XXI, ainda que atrelada a qualquer forma de poder, tem compromissos, ou ao menos devia tê-los. Dentre eles, esta no cerne e origem da própria palavra, a sociabilidade, a comunhão. E são essas as características básicas para um sistema dar certo.

Logicamente seria até piegas tratar o assunto como um problema de ordem sentimental, negando e fechando os olhos para sua perspectiva nos campos político, econômico e histórico. Mas aqui se defende que existe a percepção que algo deve ser mudado, e esse algo começa dentro do ser humano, e daí se espalha para toda uma comunidade e/ou sociedade.

A teoria e prática socialista não são perfeitas. Também criou suas mazelas sociais, seus problemas estruturais (por vezes, de razão política), também tentou colonizar e catequizar em forma de comunismo. Se deu errado ou certo foge da ossada do autor do texto a se reportar sobre. Porém, ainda crer-se que esse sistema ai vigente não deu certo para sociedade, pois a reduziu em qualidade e acessibilidade à “dignidade” de bem viver, drasticamente.

Dentre as novas perspectivas do Socialismo no século XXI, queria chamar atenção a uma em especial, a descentralização do saber. Ou seja, a maior acessibilidade à prática, produção e utilização do conhecimento. A organização do povo continua sendo a chave, o elo para a construção dessa perspectiva, que não só se instala no campo das necessidades, mas, também, se encaixa no campo das prioridades.

Essa mudança depende veemente, da auto-organização popular, social e política. Hoje, vivenciamos uma crise nas expressões políticas, arraigadas nos partidos políticos e correntes partidárias, relacionada às suas convicções, ideais e princípios. Está ai mais uma questão a ser pensada na reformulação de uma nova perspectiva de cunho, antes de tudo, social, uma perspectiva de cunho socialista.

A fusão do pensamento marxiano, deve ser moldada nas particularidades e características do povo latino-americano para uma possível promoção do socialismo no novo século. Movimentos sociais, como o indígena e o camponês, servem de espelho para refletir o “padrão” das lutas sociais regionais a serem tomadas. Se esses movimentos encontrarem seu ponto de convergências com os movimentos urbanos de princípio socialista, o socialismo estará estruturando uma nova estratégia de “combate” ao capitalismo.

Nós, América Latina, passamos por um período revolucionário nas décadas de 20 e 30, que, daí vivenciamos um “stalinismo burocrático” e reformismo, esse já não mais revolucionário. Então veio a revolução cubana implementando uma nova época para o sistema socialista, com surgimento de movimentos de luta, que, segundo o sociólogo Michael Löwy, termina com a derrota dos sandinistas em 90.

Então, qual seria a nova perspectiva socialista do século XXI? A perspectiva se dá na mudança, que passa pela capacidade de organização dos setores populares. O papel dos partidos políticos deve ter expressão em movimentos populares, sem manipulações eleitorais. A mudança tem que ser comandada de “baixo”, estruturadas por organizações sociais e correntes políticas com capacidade de mobilização social e organização política.