07/04/2008

Fragmentos Olindense

fotos por Luiz Bernardo Barreto


































































22/03/2008

Milioitenta... na lata!

fotos e texto por Luiz Bernardo Barreto

Raphael Costa - contrabaixo
Lius Baruch - bateria
Jobeni Oliveira - guitarra

Cheios de influências que vão do soul, ao jazz, funk, rock, ragga, ska e reggae roots... Nasceu a “milioitenta”, caracterizada pelos seus números; 1080. Formada por um trio, fazendo uma espécie de “instrumental original sound”, misturando elementos musicais de vários gêneros e sonoridades diferentes. A guitarra solista e o wah-wah usado por Jubeni, a junção das variadas linhas musicais na bateria de Cabelinho, o baixo bem produzido e muito bem elaborado de Raphael, fizeram com que a 1080 produzisse uma vertente musical que engloba um “som natural” que nos remete a décadas passadas, relembrando clássicos como Janis Joplin, Jimi Hendrix, Bob Marley, Beatles, The Meters, Tim Maia, Jorge Bem, e suas próprias composições com instrumentação básica.

... só saudades!

não deixe de escutar a música da galera no link!
















http://bandasdegaragem.uol.com.br/hotsite/musicas.php?id_banda=6140

11/03/2008

A arqueologia e a cultura rupestre do agreste pernambucano (2º reportagem)

Fotos e texto por Luiz Bernardo Barreto


Demorou... mas conseguir fazer. Depois de muito tempo de pesquisa, estudos e muita ralação, o geógrafo André Luiz Proença concluiu seu Mestrado em arqueologia pela UFPE, e eu, enfim, terminei a primeira parte desse trabalho, já que a segunda é a montagem do vídeo. Entre os dias 15 e 18 de setembro(ver primeira reportagem mais abaixo) e 16 e 18 de dezembro pesquisamos 19 sítios arqueológicos na área dos municípios de Alagoinha e Venturosa, fotografando, catalogando e filmando os mesmos.


Nessa segunda viagem pesquisamos os sítios Pedra da Caveira, Jardim III, Pedra da Velha Chiquinha, Mão de Sangue, Uricaca, Peri-Peri I e II, Pedra Fish(conhecida cientificamente como fixa) e Cemitério do Caboclo. Desses sítios estudados, os que foram recentemente reconhecidos através do “Projeto de Educação Patrimonial em Alagoinha”-melhoria na qualidade de vida da população, registrados junto ao IPHAN, e pesquisados nos trabalhos são: Pedra do Sítio do Donato, Pedra do Pote, Pedra da Caveira, Jardim III, Pedra da Velha Chiquinha, Uricaca e Mão de Sangue.

A perspectiva de se trabalhar com os sítios arqueológicos como patrimônio cultural, permite as discussões em diversos setores da população, fazendo com que ela valorize e conserve essas áreas históricas. O entorno próximo aos sítios também tem importância para autenticidade do patrimônio e contextualização da paisagem. Os estudos sobre as paisagens arqueológicas buscam interpretar como os grupos do passado reagiram à heterogeneidade da distribuição espacial dos recursos eventualmente disponíveis.


A escolha pelos locais de ocupação acontece pela seleção dos blocos rochosos que se destacam na paisagem. A partir de muitos sítios se obtêm um amplo campo de visão, que pode se relacionar às estratégias de observação da paisagem, e daqueles recursos que teriam importância sócio-cultural. Mas para entender melhor o contexto de cada sítio, a palavra é do arqueólogo André Proença:

1. A gente percebe que tem vários estilos e várias cores de tintas distintas em diferentes desenhos, e diferentes sítios arqueológicos. O que se dá as diferentes formas e diferentes tintas? Como elas são feitas e usadas?

- Os sítios que já haviam sido cadastrados e estudados na área de estudo foram
incluídos na tradição Agreste. A definição de uma tradição arqueológica, quando baseada nos grafismos rupestres é orientada pela identificação da apresentação dos grafismos. As categorias que se estabelecem a partir desta definição são muito amplas, tanto no aspecto geográfico, como no aspecto temporal.
Na tradição Agreste, os grafismos aparecem isolados, ou em painéis compostos e muito elaborados. As pinturas observadas em painéis compostos por vários grafismos possuem pouca representação de indivíduos ou animais, predominando os grafismos puros, os quais possibilitam várias interpretações de seus significados, e têm em alguns dos sítios estudados uma apresentação bastante elaborada.
Entre os grafismos observa-se a grande predominância pela utilização do vermelho em diferentes tonalidades, embora aparece também a escolha pelo branco, amarelo e em menor ocorrência o preto. O pigmento vermelho é extraído através de um mineral conhecido como hematita, ou ainda óxido de ferro, que é processado com aglutinantes, para ter a plasticidade desejada nas pinturas. Já os outros pigmentos podem ser extraídos de outros minerais, ou ainda argilas encontradas na região.

2. Quais foram as hipóteses abordadas no seu estudo?

- Iniciou-se a pesquisa pressupondo-se que havia relações entre a distribuição dos
sítios arqueológicos com a configuração da paisagem. Nesta porção do Agreste pernambucano há áreas de planaltos, depressão e vales onde as características dos sítios arqueológicos também apresentam algumas variações.

3. E as conclusões do seu trabalho

- Foi observado nas áreas de depressão e vale, três concentrações de sítios arqueológicos, com um sítio cemitério em cada uma delas. Duas áreas de concentrações, a observada no vale do Ipanema, e entorno da Pedra Furada, possuem fontes de água permanente, mesmo durante os períodos de estiagens.
Já para a área de planalto, verifica-se a dispersão entre os sítios arqueológicos, sendo apenas três que são conhecidos: Pedra Pintada, Mão de Sangue e Uricaca.
Acredita-se que estes grupos tinham grande mobilidade pelas diferentes paisagens. As escolhas para a ocupação estão orientadas pelo aspecto estratégico durante os deslocamentos pela região e pelos recursos disponíveis no entorno de cada sítio.?

É provável que os grupos pré-coloniais tinham, em cada bloco destacado na paisagem, uma posição estratégica na busca pelos recursos necessários à manutenção sócio-cultural. A disponibilidade destes recursos em amplos territórios faz do local do sítio o centro social de convergência e encontro.

para ver mais imagens da pesquisa, acesse:

http://www.flickr.com/photos/luizoolinda/

18/02/2008

Um pouquinho do carnaval de Olinda

Imagens por Luiz Bernardo Barreto

Foliões cantando a música "Garçon", de Reginaldo Rossi - Cobertura Online do Carnaval de Olinda 2008


Troça Carnavalesca Mista Rebylleurinhas - Cobertura Online do Carnaval de Olinda 2008

Bloco do Mangue - Cobertura Online do Carnaval de Olinda 2008


Manhã de Sábado de Zé Pereira em Olinda - Cobertura Online do Carnaval de Olinda 2008


A secretária de cultura de Olinda, Márcia Souto, faz um balanço do carnaval da cidade - Cobertura Online do Carnaval de Olinda 2008


Para o comandante da Guarda Municipal, Fernando Lemos, o carnaval de Olinda foi bastante tranquilo este ano. A Guarda está resgatando documentos perdidos no Carnaval de Olinda



futuramente tem mais...

22/11/2007

Os Desafios atuais para a construção da democracia

Michel Zaidan dissertou sobre a ‘judicialização da política’, e Délio Mendes defendeu uma reorganização da sociedade civil



Fotos e texto por Luiz Bernardo Barreto
Apoio técnico de Pedro Langsch



No segundo dia do 1º Encontro de Ciências Sociais da UFRPE 2007, terça-feira 07/11, se teve como pano de fundo nos debates, os “Desafios atuais para a construção da democracia”, palestrada pelo professor da UFPE, Michel Zaidan, e o prof. Délio Mendes, da UFRPE. O auditório do segundo andar do CEGOE estava cheio, e com certeza, o resultado foi bastante positivo no que diz respeito ao âmbito reflexivo que se criou no encontro.


Logo no começo do seu diálogo, Michel Zaidan fraseou: “Nós vivemos hoje uma época de desamor e ressentimento pela democracia”. Aquilo anunciava um discurso conciso e maduro. Com muita habilitação, o professor pregou que a democracia tornou-se objeto de desconsideração e desapreço, pois estava em processo de desilusão desde os anos 90 até os dias atuais. Foi justamente nessa época que houve a reforma do Estado, em que o sistema democrático ficou em segundo plano, em função do fundamentalismo fiscal, das políticas de oferta, do pós-fordismo, da inversão de prioridades dos governos, e, sobretudo, da mudança de atitude dos economistas em relação a política. “Fernando Henrique Cardoso se comportou como um verdadeiro representante comercial no Brasil e fora do País. O companheiro Lula também não ficou atrás nessa posição de presidencialismo de relações públicas”, comentou Zaidan, já adentrando no processo político atual.


A sua concepção se estruturava na idéia de que a política vai se tornando irrelevante, principalmente nas tomadas de decisões cruciais que diz respeito à gestão macroeconômica do País. Disserta também que a inversão de paradigmas nos anos 90, contribuíram para deslegitimar o regime democrático, e retirar dele um pouco de sua aura e fascínio que exerceu nos anos 80. Segundo Zaidan, a política pode prometer acabar com as mazelas da sociedade, desde que não interfira na política econômica. “A política tem que ser isolada da economia”, diz o professor. Um outro fator interferente no andamento político, é a “judicialização da política” como um fenômeno mundial, sendo o princípio canônico da separação de poderes. Na visão de Zaidan, isso teria perdido o sentido a partir do momento em que a atividade judiciária muda de função, seguindo de uma mudança paradigmática do próprio Direito.


Em sua visão, o Poder Judiciário passou a ser mais chamado para ‘se dizer’ o que é a lei. “Quanto mais aumenta a juridificação das relações sociais, mais o Judiciário é chamado à definir as leis”, registrou. Nesse entendimento, as decisões políticas do Judiciário vem usurpando muito o papel do Poder Legislativo, que, por sua vez, vem perdendo muito o seu terreno diante da judicialização da política. Em complemento ao seu raciocínio, indagou: O Poder Legislativo é esvaziado da sua competência constitucional de fazer leis. Que democracia é essa sem regime federativo, que está caindo aos pedaços? Que democracia é essa sem políticas regionais e sem descentralização tributária que fortalece os municípios? “Uma democracia de fachada e baixa identidade, pois é uma democracia que dá o voto para minorias governar o País! ”, respondeu a sua própria pergunta.


Sobre o PT, o professor afirma que a experiência política desse partido foi desastrosa no ponto de vista da renovação, porque ao invés de romper com o patrimonialismo e a captação de partidos e bancários do congresso nacional, e promover a reforma política tão esperada, o PT tirou proveito dessas mazelas históricas da política brasileira. Zaidan também chama atenção sobre a base eleitoral do Partido dos Trabalhadores, em que foi invertido do sul e sudeste, passando a ser do norte e nordeste. A explicação da ‘geografia eleitoral’, é que o PT sempre foi fortemente implantado nos grandes colégios eleitorais do Brasil, mas as regiões sul e sudeste foi captada pelo PSDB, PFL e PMDB, e o norte e nordeste ficaram com o PT, o PSB e outros partidos da base aliada do governo. “Essa mudança tem que ser bem estudada, para saber se ela significa um avanço ou um recuo”, disse o professor.


Finalizando seu diálogo, Michel Zaidan falou da conjuntura da economia com a política brasileira, e sobre a posição da imprensa sobre os assuntos políticos. “Agente não pode permitir que a nossa democracia seja uma democracia de mercado financeiro, que contemple interesses econômicos através de outras vias de decisão, e que o Congresso Nacional seja um circo de horrores que a mídia todo dia realça”. O segundo conferencista, o também sociólogo e professor da UFRPE, Délio Mendes, palestrou com o coração aberto e o sentimento à flor da pele. Dentre os assuntos abordados por Délio, via-se uma ênfase em suas frases conselheiras e esclarecedoras, onde dissertava sobre a democracia de uma forma atenuante e acessível. “Nos estamos vivendo uma sociedade sem classe”, disse o professor, que acredita que a mesma é cada vez mais individual. Em sua concepção também se entende que a contradição é cada vez mais fundamental para reger a política.


Délio Mendes também chama atenção sobre os programas de bolsas de renda, que são benefícios que substituíram os direitos. Aponta a política como elevação da sociedade para se construir a democracia, sendo esse um dos focos principais da sua palestra. “Os princípios que defendo é que não haja exploração do homem pelo homem”, registrou o professor, onde defendia ser necessário a reorganização da sociedade civil, para que hoje se lute com todas as forças por uma sociedade mais humana. Délio também lembrou que a nossa esquerda antecede a classe trabalhadora e é fora de lugar. “Nós estamos vivendo encruzilhados.., extremamente difícil”, acrescentou o professor.

Ao final de sua conferencia, Délio Mendes dialogou em forma de conselho e ensinamento: “É muito importante que nós não percamos o fio da história. Nós temos que estar organizados para transformar esse mundo em um lugar melhor, mais humano e mais capaz de fazer com que as pessoas se sintam pertencentes a esse grupo”.

08/11/2007

A CONJUNTURA POLÍTICA ATUAL SOB A ÓTICA DE TÚLIO BARRETO

Sociólogo da Fundaj palestra no primeiro encontro de ciências sociais da UFRPE


Fotos e texto por Luiz Bernardo Barreto
Apoio Técnico de Pedro Langsch


No dia 06/011, terça-feira, deu-se início ao 1* Encontro de Ciências Sociais da UFRPE. Com o tema“As Ciências Sociais no Cotidiano”, a Pro-reitora Prof. Maria José abriu a palestra, , enfatizando que há duas semanas atrás, foi convidada pela editora Abril para receber um prêmio em São Paulo, onde o curso de sociologia da Rural foi bem conceituado, e que, futuramente, o certificado de “estrelamento” será passado aos alunos do curso.

A coordenadora do curso de sociologia, Selma Rodrigues de Oliveira, registrou que a Prof. Maria José foi imprescindível na restauração da dignidade do curso, uma vez que conseguido aprovar a nova matriz curricular. Disse também, que o curso é uma luta de um corpo docente que já se aposentou, dos fundadores da área de sociologia. “Éramos seis professores que enfrentamos no início, o ensino de sociologia só para as ciências agrária, e dez anos decorridos, conseguimos criar um curso de Ciências Sociais, passando pelo estudo de Moral e Cívica.

O primeiro palestrante foi o Prof. Da Universidade Rural, João Moraes, que deixou bem claro que a contribuição maior seria do outro palestrante, Túlio Barreto. João procurou ser breve em seu discurso lido, onde falou sobre participação, cidadania e esperança, assuntos esses que publicou em forma de artigo há pouco tempo atrás na imprensa local. Em seu discurso enfatizou que a honestidade e a ética são para ser exercidas e refletidas nos atos e ações, pois são essências de obrigação na vida privada e pública. Afirmou que as fases de discursos contrários da política, levam à uma despolitização da esfera pública, porém esta existirá sempre, independente da vontade dos participantes.

Em suma, seu artigo pregava que quem não participa da política, estar renunciando a cidadania, que seria o direito de ter direitos, e de construir novos direitos. “Os esperançosos são sempre participantes, discutindo as dificuldades enfrentadas pela comunidade. A participação estimula e desenvolve a solidariedade”, disse o professor João Moraes.
Ao final de sua palestra, o vice-reitor da UFRPE, Reginaldo Barros, falou rapidamente, enfatizando que a obrigação da universidade é transmitir conhecimento e, acima de tudo, formar pessoas que pensem com dedicação e compromisso, razão e coração.

O último conferencista, Túlio Barreto, da FUNDAJ, deixou claro que sua principal idéia era “bater um papo” sobre política e sua conjuntura atual, uma vez que o presente é o resultado em larga escala do passado. Entre os autores citados em sua palestra, abordou-se trabalhos de Robert Michels (A sociologia dos partidos políticos – 1911), na tese da lei de ferro das oligarquias. Citou também as transições democráticas, e o brasileiro Francisco de Oliveira, que defende que a política vive momentos de irrelevância.

Túlio Barreto começou seu diálogo falando da frustração da política advinda do primeiro governo do PT. Também, de uma forma mais global, vinda da “crise dos paradigmas” que vem depois da queda do muro de Berlim e a implosão da URSS. No âmbito político nacional, Túlio registrou que o PT se constituiu como uma novidade, sendo a principal expressão político-partidária do momento da ditadura. Lembrou também que a igreja católica teve importância na constituição do partido. “Esse não é um partido qualquer. Ele não surgiu apenas de forma cartorial, como o PMDB, PDF, PP, PSDB e outros. Os trotskistas estavam na concepção do PT, onde depois fizeram nascer o PSTU ”, lembrou o professor.

No início dos anos 90 ocorreu a expulsão de segmentos do PT, que depois iriam dar origem ao PSTU. O projeto que começou ser definido no início dessa década, em 1994, 98 e 2002 é onde o PT faz “A carta aos brasileiros”, onde o partido estabelece um programa mínimo de governo, com aliança com PL e negociações com o FMI, onde Chico de Oliveira, um dos fundadores do PT, se afastou do partido. Esse projeto se afastou dos ideais do partido, num processo de “aburguesamento” dos partidos. Os sindicalistas vão deixando de ser sindicalistas no momento que tomam conta de cargos no poder executivo, e ficam a frente dos fundos de pensão. Sindicalistas estes que são fundadores do próprio PT. Quando Lula anuncia que não vai mais disputar eleição para perder, é um claro aviso, segundo Túlio, que ou o PT entra na regra do jogo da política nacional, ou ele não vai arriscar mais uma eleição pra perder. No entendimento do palestrante, o PT entrou e apostou nessas regras.
No Brasil aconteceu que houve aproximação dos reformadores do regime com os moderadores da oposição, que fizeram a transição política, onde o poder seria passado aos civis, sem mexer no status dos militares e dos políticos que apoiaram o regime militar. No final da palestra, Túlio Barreto respondeu perguntas de temas variados, feitas por alunos, que abordaram o governo de Hugo Chaves, a revolução russa, o bolsa família etc.

14/10/2007

A arqueologia e a cultura rupestre do agreste pernambucano

Uma abordagem dos sítios arqueológicos de Alagoinha e Venturosa como dissertação de Mestrado

Fotos e Texto por Luiz Bernardo Barreto



Há algum tempo atrás fui convidado pelo geógrafo André Luiz Proença para registrar em vídeo e fotografia sua pesquisa de campo, em que desenvolve uma dissertação de Mestrado pela UFPE cujo tema é “As paisagens do agreste Pernambucano, associadas ao Patrimônio Arqueológico Pré-colonial, nos municípios de Alagoinha e Venturosa, e os processos de ocupação e escolhas culturais na região estudada”.



Seu campo de pesquisa está na área de Alagoinha, município que fica a 226 km do Recife, com cerca de 13.700 habitantes, e Venturosa a 249 km da capital pernambucana, com pouco mais de 15.000 habitantes, agreste do Estado. André Proença, 26 anos, é natural de Cachoeira do Sul/ RS. Formado em geografia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, seu mestrado em Arqueologia pela UFPE, tem como linha de pesquisa a Arqueologia Patrimonial e da Paisagem.


Entre os dias 15 e 18 de setembro visitamos e documentamos alguns sítios arqueológicos, onde encontramos várias pinturas rupestres e pedaços de cerâmica e ossos, que são resquícios de uma civilização indígena bastante antiga. Eu, logicamente, também não podia deixar de textualizar essa experiência. Então, aí vai algumas palavras do autor dessa pesquisa científica.

1. Como se desenvolveu a idéia desse trabalho?


A partir do Projeto “Educação Patrimonial em Alagoinha/PE – melhoria na qualidade de vida da população”, foi possível identificar alguns sítios arqueológicos não registrados que somando a outros cadastrados na região, proporcionaram o estudo dos processos de ocupação dos grupos pré-coloniais na paisagem.


2. Há quanto tempo e de que forma você vem desenvolvendo essa pesquisa?

Essa pesquisa vem sendo desenvolvida desde junho de 2006, composta inicialmente pela pesquisa bibliográfica, por questionamentos sobre o tema, por formulação de hipóteses, e pela organização do trabalho de campo.

3. Quais são os objetivos da pesquisa?

Interpretar a ocupação pré-colonial através da visitação dos sítios arqueológicos e construção de mapas temáticos na área de estudo.

4. Qual é a metodologia utilizada na pesquisa?


A metodologia segue a linha de pesquisa da Arqueologia Patrimonial e Arqueologia da Paisagem.

5. Você já pesquisou algo do gênero antes? Comente.

Tive a oportunidade de participar de um trabalho relacionado com a Arqueologia Patrimonial na região das Missões Jesuítico-Guarani, no noroeste do Rio Grande do Sul, durante trabalhos de re-consolidação das ruínas da Igreja da Missão de São Lourenço Mártir.


6. Que trabalhos, realizados anteriormente influenciaram a sua pesquisa?

Os trabalhos de intervenção arqueológica, escavações, nos sítios Peri-Peri, Pedra do Letreiro e Cemitério do Caboclo, realizados pelo Núcleo de Estudos Arqueológicos (NEA) nas décadas de 1980 e 1990 e as dissertações de mestrado de Alice Aguiar (1986) e José Luft (1994) desenvolvidas no Programa de Pós-graduação em História da UFPE.


7. Esta pesquisa visa identificar e caracterizar os sítios-arqueológicos na região de Venturosa e Alagoinha, municípios do agreste pernambucano. O que caracteriza um sítio arqueológico?

Um sítio arqueológico se caracteriza pelos vestígios arqueológicos que apresenta. Tendo em vista o conjunto de atividades dos grupos que ocuparam estas paisagens durante milênios (assentamento, área de influência e captação de recursos), fica difícil de estabelecer onde começam e acabam os sítios na paisagem.

8. Quantos são os sítios identificados? Quais destes foram pesquisados nessa primeira viagem?

Dos quinze sítios arqueológicos existentes na área de estudo, até agora foram visitados: Pedra Furada; Toca dos Marimbondos; Pedra do Pote; Pedra do Sítio do Donato; Do Barbado; Toca da Bica; Pedra da Buquinha; Pedra do Letreiro (Tubarão); Pedra Pintada.

9. Quando este trabalho será finalizado?

A defesa deste trabalho ocorrerá por volta de março de 2008.

10. O que você poderia falar sobre a população da região pesquisada?

A população na área de estudo se constitui basicamente de famílias de agricultores e criadores rurais. Ela é um dos principais elementos influentes na paisagem, podendo modificá-la seja orientada na preservação ou destruição da mesma. (fim)

Em um lugar inimaginável para muitos da cidade, na terra seca e quase sem vida, nasce uma luz que rega todo um paraíso, brota uma beleza inédita e imortal. O agreste mostra-se lindo e impecável. O sinônimo do seu povo é acolhimento, felicidade e educação. Já o sinônimo da sua paisagem é indescritível. Num lugar como esse, apenas nos calamos e refletimos, quando não nos excitamos com tanta magia.


Essa foi apenas a primeira parte da viagem, pois a segunda será realizada em novembro desse ano, onde se pesquisará os sítios-arqueológicos restantes.

Mais fotos e as referências dessas podem ser encontrada na página:

http://www.flickr.com/photos/luizoolinda/

28/09/2007

Forma informativa

Texto e foto por Luiz Bernardo Barreto



O que é informação para você?

Conhecimento ou ilusão...
Educação ou entretenimento...
Nada disso?

Vista sua visão!

For-ma-ta-ção
In..formatização
Dado

Dado o fato, pode-se dizer que...
só pode se dizer o que se sabe...
pois saibam que é preciso se informar para saber...
e é necessário que se saiba para informar

Formalização!

... e você como se informa, por opinião ou dissertação?

As-si-mi-la-ção
Simulação

Verdade simulada
Informação causal

14/09/2007

“Antropofagia latente”

Texto e foto(tratada) por Luiz Bernardo Barreto



Dessacralize a sua aura
Propague o seu pecado
Erre o alvo da moralidade

Seja sujo...
Seja honesto

Reproduza o seu demônio
Desvanglorei o seu Deus
Tenha fé, seja racional

Antropofagia nascente...
Antropofagia latente

Publique a sua miséria
Cague em meros conceitos

Seja sujo...
Seja honesto

Roube a burguesia
Simbolize o seu ato
Satirize a realidade
Enterre o épico
Politize a revolta
Mate a ideologia e a ignorância

Seja sujo...
Seja honesto

Canibalismo dissimulado, oculto...
Antropofagia latente

Afinal de contas.., há preceito ético na “etiqueta” do jornalismo?

Texto(2003), Fotos(22/09/06 Jornal do Commercio e Folha de Pernambuco)
por Luiz Bernardo Barreto


A coreografia da fineza suplanta a selvageria do mundo, pois a “verdade” dará o ar de sua graça. O jornalismo, hoje, nada mais quer do que triunfar pela elegância, passando pela arte, baseando-se na ilustração e documentação. Fazendo isso, ele terá garantido o seu lugar na “casa” da honra e da nobreza.

... e a ética se transformou na etiqueta que constrói as cerimonias do espetáculo informativo. Afinal de contas, as relações de poder tem que ser ritualizadas e representadas pela “ética etiquetada”. E não menos diferente, a autoridade posta (e imposta) celebra as festividades da “etiqueta étnica”. Então, supõe-se que a etiqueta nada mais é do que o gozo de uma hierarquia aristocrática, pois bem se sabe que essa “ordem” nasceu para ser eterna e imutável. A imprensa nasceu das revoluções que maquiaram a democracia moderna.

Democracia.., há “democracia”. Afinal de contas, muitos princípios do jornalismo nasceram das idéias iluministas da revolução francesa. Revolução essa que também abrange “alguns” princípios do capitalismo.

He.., deve tá quase explicado porque é assim o novo jornalismo. Afinal de contas, o capitalismo vive uma “ética etiquetada”, de contratos, favores e deveres. O jornalismo é conflito. E se não há conflito no jornalismo, alguma coisa está errada. Os meios de comunicação se estruturam como o novo “palácio” da aristocracia (agora burguesia), por isso, será que eles querem preservar os direitos do cidadão? É demagogia...

Concluímos, então, que o jornalismo que não volta-se à ética etiquetada do capitalismo, deve ser uma instituição da cidadania, sendo uma vitória da verdadeira ética, buscando o bem comum para todos e procurando a emancipação que pretende construir o estado da igualdade. Só assim converteremos a etiqueta em uma pureza ética, e moldaremos a ética sem qualquer etiqueta. Mas essa é uma visão utópica, e a realidade condiz com o conflito, pois esse traz o equilíbrio.

Quem tem ética não precisa de etiqueta... e, na imprensa, quem vive de etiqueta não tem ética...

12/09/2007

“Discurso estruturalista da imagem”

Texto e fotos por Luiz Bernardo Barreto



O meu sema é singular ou plural
Meu texto trajetórico-gerativo
Minha significação conceito-chave
Minha relação diferenciada e opositora



O meu modelo gerativo é semi-narrativo, discursivo e textual.., ou seja, composto por língua, tempo e espaço, expressão e imagem
Minha semântica é contraditória ou “contrariável”
Meu objeto significante é gerativo ou genético
Meu processo narrativo é conjunto ou disjunto

A minha enunciação é pressuposta por todo um enunciatário
A minha semiótica é discursiva

Baseado na semiótica estruturalista, de Algirdes Greimas e Jean-Marie Floch